Eu não sou você
Você não é eu
Mas sei muito de mim
Vivendo com você
E você, sabe muito de você vivendo comigo?
Eu não sou você
Você não é eu.
Mas encontrei comigo e me vi
Enquanto olhava para você
Na sua, minha, insegurança
Na sua, minha, desconfiança
Na sua, minha, competição
Na sua, minha, birra infantil
Na sua, minha, omissão
Na sua, minha, firmeza
Na sua, minha, impaciência
Na sua, minha, prepotância
Na sua, minha, fragilidade doce
Na sua, minha, nudez aterrorizada
E você se encontrou e se viu, enquanto
Olhava pra mim?
Eu não sou você
Você não é eu
Mas sou mais eu, quando consigo
Lhe ver, porque voe me reflete
No que eu ainda sou e
No que quero vim a ser...
Eu não sou você
Você não é eu
Mas somos um grupo, enquanto
Somos capazes de, diferenciadamente,
eu ser eu, vivendo como você e
Você ser você, vivendo comigo!
(Pichon-Rivière et al, in Freire: 1992, p. 59-0)
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Coração Imprudente
Coração Imprudente
Paulinho da Viola e Capinan
O quê que pode fazer
Um coração machucado
Senão cair no chorinho
Bater devagarinho pra não ser notado
E depois de ter chorado
Retirar de mansinho
De todo amor o espinho
Profundamente deixado
O que pode fazer
Um coração imprudente
Se não deixar um pouquinho
De seu bater descuidado
E depois de cair no chorinho
Sofrer de novo o espinho
Deixar doer novamente
...
Então deixemos doer novamente, afinal como diria o próprio Paulinho da Viola: timoneiro eu nunca fui, que eu não sou de velejar...
Então não me pergunte como se faz para nadar!!!
Paulinho da Viola e Capinan
O quê que pode fazer
Um coração machucado
Senão cair no chorinho
Bater devagarinho pra não ser notado
E depois de ter chorado
Retirar de mansinho
De todo amor o espinho
Profundamente deixado
O que pode fazer
Um coração imprudente
Se não deixar um pouquinho
De seu bater descuidado
E depois de cair no chorinho
Sofrer de novo o espinho
Deixar doer novamente
...
Então deixemos doer novamente, afinal como diria o próprio Paulinho da Viola: timoneiro eu nunca fui, que eu não sou de velejar...
Então não me pergunte como se faz para nadar!!!
domingo, 17 de agosto de 2008
VERDADE E MULHER !
Supondo que verdade seja uma mulher não seria bem fundada a suspeita de que todos os filósofos, na medida em que foram dogmáticos, entenderam pouco de mulheres? De que a terrível seriedade, a desajeitada insistência com que até agora se aproximaram da verdade, foram meios inábeis e impróprios para conquistar uma dama? É certo que ela não se deixou conquistar - e hoje toda espécie de dogmatismo está de braços cruzados, triste e sem ânimo.
Conquistar verdades e mulheres... façamos, vamos amar!!
Conquistar verdades e mulheres... façamos, vamos amar!!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
TOCARÁS TU A CAMPAINHA??
"No fundo da China existe um Mandarin mais rico de que todos de que a Fábula ou a História contam. Dele nada conheces, nem o nome, nem o semblante, nem a seda de que se veste. Para que tu herdes os seus cabedais infindáveis, basta que toques essa campainha, posta a teu lado, sobre um livro. Ela soltará apenas um suspiro, nesses confins da Mongólia. Será então um cadáver e tu verás a teus pés mais ouro do que pode sonhar a ambição dum avaro. Tu, que me lês e és um homem mortal, tocarás tu a campainha?"
O Mandarim, Eça de Queirós.
E então, tocarás tu a campainha??
O Mandarim, Eça de Queirós.
E então, tocarás tu a campainha??
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Cheio de Vazio - Paulinho Moska
O vazio é um meio de transporte
Pra quem tem coração cheio
Cheio de vazios que transbordam
Seus sentidos pelo meio
Meio que circunda o infinito
Tão bonito de tão feio
Feio que ensina e que termina
Começando outro passeio
E lá do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor
Amor é o nome que se dá
Quando se percebe o olhar alheio
Alheio a tudo que não for
Aquilo que está dentro do teu seio
Porque seio é o alimento
E ao mesmo tempo a fonte para o desbloqueio
E desbloqueio é quando aquele tal vazio
Se transforma em amor que veio
Lá do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor
Do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor
O vazio é um meio de transporte
Pra quem tem coração cheio
Pra quem tem coração cheio
Cheio de vazios que transbordam
Seus sentidos pelo meio
Meio que circunda o infinito
Tão bonito de tão feio
Feio que ensina e que termina
Começando outro passeio
E lá do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor
Amor é o nome que se dá
Quando se percebe o olhar alheio
Alheio a tudo que não for
Aquilo que está dentro do teu seio
Porque seio é o alimento
E ao mesmo tempo a fonte para o desbloqueio
E desbloqueio é quando aquele tal vazio
Se transforma em amor que veio
Lá do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor
Do outro lado do céu
Alguém derrama num papel
Novos poemas de amor
O vazio é um meio de transporte
Pra quem tem coração cheio
Arrumando
Tu já parou para pensar o ato de arrumar?
Troca de lugar, abaixa, levanta...
Não parece com o ato de desarrumar?
Troca de lugar, abaixa, levanta...
Engraçado, acho que pensei em arrumação como sinônimo de ordem. Longe de ser verdade, perto de ser aparência.
Basta olhar para tudo e para todos, tudo se movimenta. Nem rápido, nem lento... apenas se movimenta.
"A ordem do mundo é a desordem" Illya Prigogine. Não estou falando de descrença, imparcialidade, ou mesmo em tom apocaliptico; a desordem não se resume a isso, ela é complexa assim como arrumar e desarrumar.
Volto aos meus pertences, puxo um móvel, mudo uma planta de lugar, troco de cores, tento me (des)arrumar...
Troca de lugar, abaixa, levanta...
Não parece com o ato de desarrumar?
Troca de lugar, abaixa, levanta...
Engraçado, acho que pensei em arrumação como sinônimo de ordem. Longe de ser verdade, perto de ser aparência.
Basta olhar para tudo e para todos, tudo se movimenta. Nem rápido, nem lento... apenas se movimenta.
"A ordem do mundo é a desordem" Illya Prigogine. Não estou falando de descrença, imparcialidade, ou mesmo em tom apocaliptico; a desordem não se resume a isso, ela é complexa assim como arrumar e desarrumar.
Volto aos meus pertences, puxo um móvel, mudo uma planta de lugar, troco de cores, tento me (des)arrumar...
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